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VI Encontro De Juventude De Terreiro

Somos Jovens, com idade entre 15 e 35 anos, de Comunidades Tradicionais de Matrizes Africanas, que nos articulamos para a criação e desenvolvimento de ações de valorização e empoderamento da Juventude de Terreiro na Região Metropolitana de Campinas.
Com o objetivo de fortalecimento e inserção das pautas da Juventude dos Povos de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, por uma juventude detentora do direito e cultura da sua tradição, realizaremos o 6º Encontro de Juventude de Terreiro na Região Metropolitana de Campinas e Adjacências que acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de Janeiro de 2019, na Casa de Cultura Fazenda Roseira.
Entendendo que estamos em momentos difíceis principalmente no campo político, este ano não conseguimos apoio para a realização do encontro de 2019, sendo assim, contamos com o apoio de todas e todos: contribuição dos itens da lista de mantimentos e materiais de limpezas ou taxa de inscrição no valor de R$30,00. Com a certeza de que juntos teremos grandes momentos, aguardamos a presença de todos.

Axé

Coletivo Juventude de Terreiro RMC – Comissão Organizadora

EVENTO: https://www.facebook.com/events/319940882184079/?active_tab=about
INSCRIÇÃO: https://juventudedeterreirormc.wordpress.com/iv-encontro-juventude-de-terreiro/inscricao/
BLOG: https://juventudedeterreirormc.wordpress.com/

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O PLANO DE SALVAGUARDA DO JONGO DITO RIBEIRO É RECONHECIDO COMO REFERÊNCIA DO PATRIMÔNIO IMATERIAL

O PLANO DE SALVAGUARDA DO JONGO DITO RIBEIRO É RECONHECIDO COMO REFERÊNCIA DO PATRIMÔNIO IMATERIAL

O Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) do IPHAN ;Hermano Queiroz e a Superintendente IPHAN SP, Maria Cristina estarão em Campinas

No dia 03 de dezembro, segunda-feira, a partir das 9h30. O Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) do IPHAN ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) Brasília; Hermano Queiroz e a Superintendente IPHAN SP, Maria Cristina estarão em Campinas e visitarão o Centro de Referência Comunidade Jongo Dito Ribeiro , na Casa de Cultura Fazenda Roseira para afirmar e memorar a importância da parceria entre as instâncias públicas e a Salvaguarda do Jongo na cidade de Campinas.

Em 2014 o Jongo Dito Ribeiro foi registrado como bem cultural do Patrimônio do município de Campinas, o primeiro passo importante para a preservação e proteção da manifestação que veio trazida para o Brasil da África por negros escravizados.

A caminhada é longa e não basta só ser registrado como patrimônio imaterial é preciso mais para garantir e manter viva, se fazia nec4ssária a construção de um Plano de Salvaguarda em consonância com as políticas praticadas no país. A Comunidade Jongo Dito Ribeiro conjuntamente com a gestão da Prefeitura Municipal de Campinas (PMC) tem estabelecido laços que fortalecem a existência da comunidade. A PMC através da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas mantém uma política atenta e sensível dedicada às questões do patrimônio cultural imaterial municipal e a percepção sagaz às temáticas do contexto da matriz africana garantindo ações de consolidação do patrimônio Jongo Dito Ribeiro.

Neste contexto o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) do IPHAN ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) por meio da sua política nacional e a Superintendência Estadual do órgão têm sido parceiros para esse dialogo dentro do qual Campinas é apontada como referência de política cultural ao ter a Lei de Patrimônio e o primeiro Plano de Salvaguarda em construção, sendo realizado a partir da primeira Comunidade Jongueira do Sudeste onde se encontra o Centro de Referência do Jongo para a salvaguarda do bem registrado.

O plano de salvaguarda construído coletivamente a partir de um grupo de trabalho e com participação das três instâncias, nacional, estadual e municipal, fortalece a política assim como traz possibilidades de estabelecer relações que atuam com interfaces em conjunto com outras secretarias da gestão pública no âmbito de desenvolver políticas afirmativas.

Também asseguram ao Jongo Dito Ribeiro como a Política de Patrimônio Imaterial pertencente à cidade e a sua população e portanto, com responsabilidade também do poder público garantir a sua salvaguarda, preservação e existência.

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Comunidade Jongo Dito Ribeiro

A Comunidade Jongo Dito Ribeiro consiste em jongueiros, formados por um grupo de pessoas e familiares, que reconstitui a manifestação do Jongo em Campinas/SP através da memória de Benedito Ribeiro, de rodas com toque, canto e dança, com o objetivo de compartilhar e continuar com essa cultura ancestral.

Histórico

Em Campinas, a Comunidade Jongo Dito Ribeiro foi batizado com esse nome em homenagem ao saudoso Benedito Ribeiro, avô de Alessandra Ribeiro, que chegando em Campinas na década de 30, vindo do interior de Minas Gerais manteve a tradição do jongo recebido por seus antepassados, através das realizações de festas aos santos católicos.

Desde 2002, a Comunidade Jongo Dito Ribeiro vem se firmando, realizando trabalhos de reconstituição, composição e pesquisa com o objetivo de manter viva a chama dessa descendência, trazendo essa importante manifestação da cultura popular afro-brasileira, elemento de resistência e união para a sociedade. O grupo se apresenta em escolas, universidades, quilombos, festas oficiais e seus encontros são quinzenais na casa de Alessandra Ribeiro e desde 2008, na Casa de Cultura Fazenda Roseira, de gestão da comunidade jongueira , no jardim Roseira em Campinas, que esta aberta a quem quiser participar e contribuir na reconstituição dessa história.

A Comunidade Jongo Dito Ribeiro reúne pessoas de diferentes idades, origens sociais, raças, profissões e locais, estando desde 2005 fazendo parte da Rede de Memória do Jongo/Caxambu, onde representa a cultura afro-brasileira de Campinas e já carrega o certificado de patrimônio cultural do Brasil.

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Endereço

Casa de Cultura Fazenda Roseira – CENTRO DE REFERENCIA JONGUEIROS DO SUDESTE- COMUNIDADE JONGO DITO RIBEIRO CAMPINAS SP

R. Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda, Campinas – SP

19 99134 3922 ALESSANDRA RIBEIRO – LIDERANÇA DA COMUNIDADE JONGO DITO RIBEIRO
19 99409 5247 MAÍRA RODRIGUES – JONGUEIRA E MEMBRO DO GT DE SALVAGUARDA
19 99796 6426 FABIANA RIBEIRO MEMBRO DO GT DE SALVAGUARDA – ASSESSORIA DE IMPRENSA

PROGRAMAÇÃO DA COMUNIDADE NO DIA 20 DE NOVEMBRO.

Neste dia 20 de Novembro teremos um dia inteiro de programação.

Nesta terça-feira, 20 de novembro, celebramos o Dia da Consciência Negra. A data é de reflexão sobre a importância da cultura e da história do negro no Brasil. Neste dia, no ano de 1695, morreu Zumbi dos Palmares, um símbolo da resistência à escravidão.

Zumbi, que quer dizer “a força do espírito presente”, era filho de guerreiros angolanos. Ele nasceu em um povoado de escravos no Brasil chamado de quilombo. Foi capturado quando criança por soldados e entregue a um padre chamado Antonio Melo. Esse padre ensinou o português e o latim para o menino, que era muito inteligente e foi batizado com o nome de Francisco. Aos quinze anos, ele fugiu e voltou para o Quilombo.

Lá, ele se tornou um líder e lutou contra a escravidão. Ficou conhecido como Zumbi dos Palmares. Palmares foi o nome dado à região onde ficava o quilombo porque tinha muitas palmeiras. Hoje, estado de Alagoas.

Mas uma expedição militar foi designada para destruir o povoado. Cerca de nove mil homens armados com canhões derrotaram o movimento do quilombo. No dia 20 de novembro de 1965, encontraram e mataram Zumbi.

Em 2003, por meio de uma lei, esse dia foi declarado como o Dia Nacional da Consciência Negra. Essa mesma lei tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Agora, em todas as escolas do país, os alunos estudam a história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. As informações são do Portal EBC e Brasil Escola.

SARAU DA PÓS GRADUAÇÃO EM MATRIZ AFRICANA

Na Casa de Cultura Fazenda Roseira  ( R. Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda, Campinas – SP, 13060-563)

PÓS GRADUAÇÃO LATO SENSU EM MATRIZ AFRICANA

PÓS GRADUAÇÃO LATO SENSU EM MATRIZ AFRICANA NA CASA DE CULTURA FAZENDA ROSEIRA

( R. Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda, Campinas – SP, 13060-563)

 

A pós-graduação latu sensu em MATRIZ AFRICANA propõe os alunos a compreenderem criticamente a matriz africana como conceito amplo, que vai além do identitário e racial, cujo diversos aspectos encontram-se diluídos em nossa cultura a partir dos processos diaspóricos.

O curso pretende explorar os elementos que constituem a MATRIZ AFRICANA, que foram mantidos e preservados no território e na memória coletiva através de grupos diversos, marchas, cortejos, manifestações culturais, povos e comunidades tradicionais vinculados à essa matriz em espaços urbanos e rurais.

Espetáculo “Saias”

DIA 17/11 ÀS 18H NA CASA DE CULTURA FAZENDA ROSEIRA

( R. Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda, Campinas – SP, 13060-563)

SAIAS

Saias trabalha com as danças populares brasileiras (orixás, coco de Alagoas, maracatu, afoxé, jongo, lundu colonial, samba-de-roda e ciranda) sob a ótica do feminino. As danças e ritmos da cultura popular são investigadas em cada manifestação, a figura da mulher do povo surge com força, dando, assim, mais sentido à preservação e propagação das nossas heranças afro-brasileiras e fortalecendo o poder do feminino na cultura brasileira a partir da beleza e da espontaneidade das danças populares.

O Saias foi concebido por meio das inspirações, das trocas de ideias e do poder e autoconhecimento que se criou a partir do universo das danças afro-brasileiras e das vivências em aulas e apresentações da bailarina e arte educadora Renata Oliveira. As músicas e poemas são composições autorais de Nil Sena, que também assina a direção artística do espetáculo.

No elenco do espetáculo estão Nil Sena, Renata Oliveira, Adnã Alves, Érica Vieira, Giane Carneiro, Jorge Rufino e Fabiano Nogueira. O projeto também oferecerá a oficina de dança Sambadas – Maracatu, Coco e Ciranda, com percussão ao vivo.

FICHA TÉCNICA:
Direção Artística: Nil Sena
Concepção Coreográfica: Renata de Oliveira
Concepção Musical: Fabiano Nogueira, Jorge Rufino e Nil Sena
Autoria músicas e poemas: Nil Sena
Percussão: Fabiano Nogueira e Jorge Rufino
Dançarinas: Renata de Oliveira, Adnã Alves, Érica Vieira e Giane Carneiro
Concepção Cenográfica: Elizeu da Cruz
Figurino: Elizeu da Cruz e N2P Confecções
Concepção iluminação: Wanessa Guimarães
Arte Gráfica: Adriana Frias
Fotografia: Andrea Prado (Melhor Imagem Fotografia), Fabiana Ribeiro e Vitor Damian
Som: Hocus Pocus
Filmagem e edição: Batuq Produções
Produção Executiva: Cristina Smidarle
Coordenação geral: Renata de Oliveira
Concepção do espetáculo: Renata de Oliveira e Nil Sena

10° SOU ÁFRICA EM TODOS OS SENTIDOS

10° SOU ÁFRICA EM TODOS OS SENTIDOS

 

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Há dez anos atrás estávamos frente a um desfecho que mudaria NOSSAS vidas.

Enfrentávamos com nossos carros bloqueando os caminhões que tentavam carregar as portas, janelas, materiais diversos… Enfrentávamos com nossas vozes o ataque que estávamos vivenciando sob ordem de um ex proprietário que achava ainda ter direito sobre o equipamento que já era público e que nós já estávamos de guardiões, à Fazenda Roseira.

E nós, com nossa luta, nossa coragem e nossa união garantimos a existência do Centro de Referência Comunidade Jongo Dito Ribeiro Campinas SP na Casa de Cultura Fazenda Roseira.

10 anos aqui.
10 anos de re-existência diária.
10 anos de semeadura para o futuro.
10 ANOS!

Agora, de novo, ainda e enquanto for permitido pela ancestralidade, CONTINUAREMOS!

VIVA…A VIDA.