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Jongo Dito Ribeiro Participa de VIII Encontro Paulista de Jongueiros

É um evento realizado e sediado cada ano por uma Comunidade distinta, que tem o objetivo principal de reunir as Comunidades Jongueiras do estado de São Paulo como uma ação de Salvaguarda, por meio de rodas de conversa e vivência da roda de Jongo das comunidades jongueiras presentes no Encontro.

Neste ano o Encontro Paulista foi realizado na cidade de Indaiatuba –SP, sede da Comunidade Jongueira Filhos da Semente. Segundo a jovem jongueira de nossa comunidade, Flávia Tamires, o Encontro

“…nos proporcionou um ambiente maravilhoso e cheio de energia positiva. As Comunidades foram recepcionadas por Jovens Jongueiros da própria Comunidade. Em seguida fomos levados até o espaço das atividades, onde já se encontravam outros jovens tocando e cantando músicas relacionadas a nossa Cultura Afro, como o nosso famoso yjexá. Inicialmente tivemos um tempo para nos ambientar olhar calmamente as exposições de parceiros externo como Artesanatos, Vestimentas e Alimentação. Depois que estávamos acomodados as rodas de Jongo se iniciaram com todas as Comunidades juntas na abertura. Logo depois cada Comunidade de Jongo se apresentou com seu figurino e tambores da sua Comunidade. Mais um ano de aprendizado com todas as Comunidades que são tão importantes para manter nossa tradição viva em nossa Cidade e dentro de cada um de nós … Gratidão Família. Cachoeira / Machado”

O Encontro Paulista de 2018 já tem local. Será sediado pela Comunidade Jongueira TIDUCA, localizada no município de Cananeia.

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Por Vanessa Dias e Flávia Soares

Fotos: Flávia Machado

Veja mais fotos em: https://www.flickr.com/photos/129926628@N03/albums/72157688070448515/page1

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Juventude Jongueira Organizada

Salve Salve Comunidade…

Vocês sabiam que a Juventude Jongueira também é organizada? Pois é, eles se reúnem periodicamente para trocar ideias e se fortalecerem enquanto jongueiras e jongueiros.

No final do mês de Julho a nossa jongueirada jovem foi à uma Reunião de Articulação (RA). Vejam o depoimento de Bianca Ribeiro, jovem jongueira da nossa comunidade e uma das lideranças neste movimento. Ela fez um breve relato sobre a RA:

“RA Jovens Lideranças Jongueiras

A última Reunião de Articulação das Jovens Lideranças Jongueiras ocorreu nos dias 28, 29 e 30/07 em Angra dos Reis/RJ (Quilombo de Santa Rita do Bracuí/ Jongo de Angra).

No dia 28 tivemos a chegada e acolhimento dos Jovens Jongueiros das 12h às 19h, almoço, lanche e janta.  ÀS 20H fizemos uma roda de informes das Comunidades presentes: Campinas/SP, Guaratinguetá/SP, São Jose dos Campos/SP, Miracema/RJ, Serrinha/RJ, Carangola/MG, Arrozal/RJ, Vassouras/RJ, Pinheral/RJ, Mambucaba/RJ, Bracuí/RJ e os Articuladores do Pontão do Jongo/Caxambu e depois finalizamos nossa noite com uma boa roda de Jongo.

Dia 29, 08h tomamos o café da manhã coletivamente feito pelas mais velhas da Comunidade do Bracuí e logo às 10h começamos uma roda de conversa na casa da Dona Marilda (Uma das responsáveis pelo Quilombo) onde nos contou algumas das histórias do Quilombo, nos apresentou brincadeiras da antiguidade como: Pião Humano, Dona Maricota e O Ganso, e nos levou para conhecer o ‘’Museu Passados e Presentes’’, onde através de imagens e textualidades, contam a trajetória do Jongo no Quilombo.

Almoçamos por volta das 13h e como de costume, fizemos uma pequena roda de Jongo.

Às 15h fizemos uma roda de debate com Delsio Bernardo, Jaqueline e Marisco, que vieram fazer uma troca de ideias e reflexão sobre à Luta e Resistência do Povo Preto nas Universidades e na Política.

Fizemos uma pequena pausa para o lanche da tarde às 17h30 e logo após, nos reunimos para uma rode de conversa com a Luciana (Liderança da Comunidade) e Amanda que falaram sobre Licenciatura e Educação do Campo e com o Marcos Vinicius que falou sobre Agroecologia.

Enfim, finalizamos nossa noite com muito Jongo e uma Balada Afro Quilombola.

No último dia, vulgo dia 30,  tomamos o café da manhã às 10h e logo nos encaminhamos até o canteiro de hortas onde realizamos a discussão sobre Preservação Ambiental especificamente Quilombola. Logo em seguida fizemos nossa roda de conversa com as Avaliações Finais e as últimas propostas para a próxima RA.

13h almoçamos e voltamos para nossas comunidades!!!

“Cada jongueiro novo que nasce ô lelê, é um sol pronto para Raiar ‘’

Cachoeira!

E assim é a Cultura do Jongo… os mais novos se fortalecendo e aprendendo com os mais velhos as mirongas que envolvem este Patrimônio Imaterial. A sabedoria das mestras e mestres e a vivacidade da juventude contribui para a Salvaguarda do Jongo do Sudeste.

Quer saber mais sobre  o Jongo do Sudeste, visite o nosso site do Centro de Referência Jongueiras e Jongueiros do Sudeste http://crjongoditoribeiro.org.br/

Salve a Juventude Jongueira!!!

Por Vanessa Dias e Bianca Ribeiro

Fotos: Felipe Damas

Memórias do 14º Arraial Afro Julino

Já se passou um pouco mais de um mês, mas a memória é a que fica, o 14º Arraial Afro Julino foi no mínimo especial.

Esta edição, como divulgamos anteriormente, foi a última neste formato, das 12h do Sábado às 06h do Domingo. Este Arraial demarcou o encerramento de um ciclo de 15 anos de Arraiais Afro Julinos, os quais passam como um filme em nossa memória:

reencontros … vivências … cortejos … rezas … São Benedito … terço … Nossa Senhora … resistências … trabalho … quentão … acarajé … tapioca … bandeirinhas … bolo de aniversário … medalhinhas … cores … amizades … sol … irmandades … sorrisos … festejos … maracatu … samba de bumbu … samba de coco … capoeira … sol poente … afoxé … rimas … freestyle … porão … lua … rodas de jongo … fogueira … jongos … cachoeiras … mestres … mestras … canelinha … canja … machados … batucada … sereno … madrugada … quadrilha … forró … samba … milho verde … chocolate quente … saia de chita … sankofa … emoções … sol nascente … ancestralidade … Dito Ribeiro.

Mas este encerramento de ciclo não significa que acabou, pois para o próximo ano estamos planejando a realização deste momento num outro formato. Afinal, como dissemos em outros textos, esta data do segundo sábado do mês de Julho, demarca o aniversário da Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

Um agradecimento especial a todas e todos os parceiros que estiveram conosco nestes 14 Arraiais Afro Julinos, pois sem a parceria dos grupos, das manifestações, dos coletivos, dos expositores, dos familiares, jamais teríamos tantos momentos especiais e inenarráveis.

Revisite as memórias dos Arraiais anteriores em https://comunidadejongoditoribeiro.wordpress.com/?s=Arraial

Seguem algumas imagens deste 14º Arraial Afro Julino da Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

Até a Próxima!

AXÉ

Por Vanessa Dias

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Mais fotos de Gabriela Zanardi https://www.facebook.com/media/set/?set=a.694698217386584.1073741854.210733955783015&type=1&l=3aa9422659

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Mais fotos de Fabiana Ribeiro https://www.facebook.com/media/set/?set=a.696507543872318.1073741855.210733955783015&type=1&l=23b4c1e5bc

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Mais fotos de Flávia Machado https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1678562292167983.1073741905.187847154572845&type=1&l=a8e0b2b815

Visite o Flickr da Comunidade/Fazenda Roseira https://www.flickr.com/photos/129926628@N03/albums/with/72157685222938764

14º Arraial AfroJulino da Comunidade Jongo Dito Ribeiro

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O Arraial Afro-Julino da Comunidade Jongo Dito Ribeiro é a maior festa organizada pela sociedade civil em Campinas e região, com a participação de cerca de 5000 pessoas. É uma festa julina de culturas afro-brasileiras, anual, com duração de 18h, que ocorre sempre no segundo sábado do mês de Julho. Em 2017 será no dia 08 de Julho, começando sábado, ao meio-dia (12h), na Casa de Cultura Fazenda Roseira, que também abriga o primeiro Centro de Referência Jongueiros do Sudeste – Comunidade Jongo Dito Ribeiro, do estado de São Paulo.

O nosso 14º Arraial Afro Julino é Patrimônio Cultural Imaterial de Campinas, é evento do calendário oficial turístico do Estado de São Paulo, é evento oficial no calendário da nossa cidade e abre as comemorações de aniversário da nossa amada Campinas-SP. Por fim, são 14 anos de trabalho e salvaguarda da nossa cultura ancestral, o jongo. Se programem… este será o último ano no formato da 12h as 06h da manhã.

A festa inicia tradicionalmente com o terço a São Benedito e depois segue com apresentações culturais e artísticas de grupos parceiros de diversas localidades do estado de São Paulo, entre outros estados, do segmento afro. Tem jongo, samba, maracatu, bateria, rap e outras manifestações culturais afro-brasileiras, além da disposição de barracas de comidas típicas da culinária afro, pratos juninos, vestuários e artesanato.

A Festa acontece na sede da comunidade a Casa de Cultura Fazenda Roseira, sede da comunidade jongueira instalada em uma antiga fazenda, na periferia de Campinas/SP. A entrada é 2kg de alimento não-perecível ou o valor de R$ 10,00 reais. Os alimentos serão doados para o banco de alimentos da prefeitura municipal de Campinas.

Toda a elaboração, desenvolvimento, divulgação e organização do Arraial é realizada pela própria

Comunidade, unindo gerações, amigos, parceiros e familiares no maior evento realizado pela Comunidade Jongo Dito Ribeiro

Terço

O terço é uma das formas com que agradecemos a São Benedito por sua proteção a Comunidade Jongo Dito Ribeiro, esse ano sera feito pela Pastoral Afro da Arquidiocese de Campinas

TERÇO A SAO BENEDITO

Afoxé Ibaô Inã ati Omi

Em síntese o IBAÔ se propõe a criar, unir e multiplicar as ações em rede, por meio de parcerias com outras comunidades, grupos, instituições que compartilham da diversidade cultural, colaborando com o desenvolvimento pessoal e coletivo, por meio de propostas e iniciativas de salvaguarda e memória dos ofícios, costumes, tradições e saberes da nossa cultura, em especial, a preservação da memória de Mestre Tedi.

IBAO

Capoeira Semente do Jogo de Angola

O Grupo de Capoeira Semente do Jogo de Angola é uma entidade civil sem fins lucrativos, de caracter social, cultural, beneficente assistencial, fundado por Jorge Egídio dos Santos – “Mestre Jogo de Dentro”- em 09 de Setembro de 1990, no Teatro Miguel Santana – Pelourinho – Salvador-Bahia. Em Campinas é liderado pelo contramestre Danny

Resistencia do Gueto

Resistência du Gueto é um grupo de rap da cidade de São Paulo Brasil formado na cidade de Campinas interior paulista em 2001 por Ngo e Gino eterno hoje já em um plano melhor em sua primeira formação Resistência du Gueto desenvolvia seu trabalho com a banda da casa de cultura Tainã e a orquestra de tambores de aço (Steel​-druns ) instrumento de origem caribenha de Trinidad Tobago ganhou em primeiro lugar no primeiro festival de Rap do Maria Maria em 2006 concorrendo com 26 grupos de rap hoje a nova formação do grupo é Ngo ,MT Beck,Nelson Fumaça,GM,e Dinho em memoria aos MCS que fizeram parte do grupo Higino M da Silva e Henrique que hoje estão num melhor lugar ASÈ .

Resistencia du Gueto

Grupo Urucungos Puítas e Quijengues

Com a liderança de Alceu Estevam e Rosa Líria Pires Sales, o Urucungos foi fundado em 1988 na Universidade Estadual de Campinas-SP (UNICAMP), através de um curso de extensão, ministrada pela Profa de cultura popular Raquel Trindade que o batizou de Urucungos (Berimbau), Puítas (Cuíca) e Quijêngues (Tambor), instrumentos musicais africanos proveniente de Angola e muito difundido no Brasil. O grupo tem como missão principal resgatar, preservar e divulgar a cultura popular brasileira de acordo como elas são manifestadas nas suas origens e apresentada ao público em forma de arte, apresentam danças circulares afro brasileiras como o Coco de  Alagoas, Samba Lenço, Samba de Bumbo, Samba de Roda. A marca  principal do Urucungos é fazer com que o público participe das suas  performances, criando um ambiente de integração coletiva, onde a música, a  dança e as cantorias  mistura-se com as energias das pessoas,  formando neste momento a verdadeira manifestação popular, que é aparticipação do público.

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Bateria Alcalina

O Instituto de Artes da UNICAMP é o berço da Bateria Alcalina: em 2003, estudantes da universidade e percussionistas de São Paulo e Campinas formaram esta bateria universitária, que logo se destacou por sua proposta e características singulares. Além do samba, interpreta diversos ritmos afro-brasileiros adaptados para a formação de bateria de escola de samba.

Bateria Alcalina

 

Quadrilha Teatralizada do Grupo de Teatro Fora dos Trilhos – Rede Usina Geradora

O Grupo Fora dos Trilhos vem trazer com humor a  quadrilha das festas juninas e julinas tradicionais da cultura brasileira.

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Aureluce

Aureluce Santos nasceu em Campinas e ensaiou suas primeiras notas no Coral Maria Neves Baltazar até se revelar ao interpretar vários sambistas. Atualmente é reconhecida como “a Dama do Samba de Campinas”, atraindo plateias de todas as idades.

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Ilu Obá de Mim

Bloco Afro Ilú Obá De Min (composto atualmente por 90 mulheres ritmistas oriundas das oficinas e o Corpo de Dança Ilú Obá De Min para a realização de um cortejo na sexta feira de carnaval pelas ruas do centro da cidade. A repercussão do projeto desenvolvido a 6 anos na metrópole atraiu para o carnaval de 2010 público em torno de 8.000 pessoas, algumas vindas de outros municípios e estados especialmente para esta manifestação.Os cortejos de blocos nas cidades de São Paulo, ainda longe da tradicionalidade que possuem em outras capitais como o Rio de Janeiro, Recife e Bahia, aos poucos vem atraindo um número maior de adeptos deste tipo de diversão. O Ilú Obá com sua proposta inovadora e única na metrópole de São Paulo tornou-se referência étnico-cultural e educativa, tendo sido premiado pelo Prêmio Culturas Populares Mestre Humberto Maracanã 2008 – SID/MINC ao lado de grandes iniciativas culturais brasileiras.

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Forró Mandaçaia

Formado por músicos que já possuem vivência desde sempre na cultura da música nordestina, o Forró Mandaçaia chega no mês junino pra celebrar e pedir a benção dos Santos cultuados em fogueiras, promessas, simpatias, buscando tudo que há de bom, de festa, de reza, de trabalho! Viva Santo Antônio! Viva São João! Viva São Pedro! Viva S’Antana! E todos os outros santos que gostam de festa! Na Sanfona e voz: Rafa Virgolino; Zambumba e voz: Dani Virgolino; Triângulo e Voz: Fran Nóbrega e voz principal: Andréia Preta. Música de Rosil Cavalcante e Jackson do Pandeiro.

forro mandaçaia

Forró Quixaba

Na paulicéia da garoa o samba e o choro foram as sementes principais do nosso encontro. O Quintal da Tia Ivani na Lapa foi o terreno certo, berço de um começo que hoje nos abre caminhos para levarmos (com licença do Velho Lua e do povo nordestino), a alegria e a pisada do baião, xote, forró e rojão a novos lugares e pessoas. Seu Luiz Gonzaga, Dominguinhos, João do Vale, Dona Marinês, Camarão, Hermeto Pascoal, Sivuca, Cátia de França e Alceu Valença são alguns dos mestres e mestras que guiam nosso trabalho. O fole de Tauã Ribeiro, e a flauta de Thais Ribeiro já de casa se conheciam. Os dois irmãos juntam-se ao pandeiro e triângulo de Ribeka Suzuki e à zabumba de Gabriel da Conceição em 2016. Um ano depois firmam o encontro, nasce assim o “Forró Quixaba” – Árvore nordestina, sertaneja medicina, salva o gado castigado da seca impiedosa, tem flor cheirosa, espinho duro e dá também um doce fruto, foi do chá do pau na cana que se batizou o grupo.

forró quixaba

Jongo do Tamandaré

O Jongo da saudosa tia Mazé,com existência no bairro do Tamandaré em Guaratinguetá há mais de 100 anos e que há cerca de 11 anos apadrinhou a Comunidade Jongo Dito Ribeiro e nos ensinou a pisar na tradição e reconhecer nossas origens.

Jongo Tamandaré

Porão com os Djs

O DJ Lucas Barata é natural de Salvador, Bahia. Sediado em São Paulo desde 2001 realiza atividades como DJ, Produtor Cultural, Pesquisador Musical e Livre-Radialista. Como DJ, se interessa mais particularmente pelos ambientes que a música pode ajudar a criar do que pelos processos de audição propriamente ditos, e defende a discotecagem como um motor de dinâmicas sociais, estéticas e festivas, como uma ferramenta de construção de espaços e relações.

Também contaremos com a presença dos DJs : DJ Chakal, DJ Taynara, DJ JP e DJ Mariana Boaventura que vão fazer o arraial dançar ao som de muita musica black.

Comunidade Jongo Dito Ribeiro

A Comunidade Jongo Dito Ribeiro é formada por um grupo que reconstitui a manifestação do jongo em Campinas/SP por meio da memória de familiares de Benedito Ribeiro e outras pessoas que se encontraram e se reconheceram como jongueiras. Hoje a Comunidade é reconhecida como Patrimonio Imaterial da cidade de Campinas. Este ano contaremos com a presença do Jongo Tiduca de Cananéia em nossa roda de jongo.

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Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira –

Rua Domingos Haddad, n° 01 em frente ao Hospital da PUCC II, dentro do Residencial Parque da Fazenda – rua s/ saída.

 

Memória do Samba pra São Jorge do Domingo 23 de Abril

‘’ Vou acender velas para São Jorge

A ele eu quero agradecer

E vou plantar comigo-ninguém-pode

Para que o mal não possa então vencer ‘’

Domingo 23 foi dia de Jorge na Casa de Cultura Fazenda Roseira.

Pelo 4° ano consecutivo nossas Guerreiras e Guerreiros dessa casa de cultura, abrem suas portas para receber seus amigos e parceiros numa tarde de muito samba, risos e alegria em homenagem a este Santo muito cultuado no Brasil, principalmente na região Sudeste e sincretizado com o Orixá Ogum, que é responsável pela abertura dos caminhos.

Mais de 300 pessoas se reuniram no quadrado, famoso quintal da Roseira. Embalados com o maravilhoso compasso do grupo Lado a Lado, jovens sambistas da cidade de Campinas, com os tambores e dança do Lundu, ritmo contagiante do Candombi, e recheado com uma roda de Jongo dos anfitriões da Casa, tiveram um dia inesquecível, sendo coroados com uns dos idealizadores do projeto, os sempre parceiros e amigos, do Casa Caiada.

O samba pra São Jorge tem com objetivo principal, demarcar na cidade de Campinas a importância da Cultura Afro Brasileira e sua musicalidade, como sua respeitável influencia do sincretismo. Sambar para São Jorge, mais do que homenagear e sambar para um Santo, é evidenciar a cultura negra do nosso país.

23 de Abril é dia de Jorge na Casa de Cultura Fazenda Roseira, e quem perdeu fique ligado que ano que vem tem mais!

‘’Lá laia laia laialá, vamos saudar São Jorge Cavaleiro’’

Veja mais fotos em: https://www.facebook.com/pg/fazendaroseira/photos/?tab=album&album_id=1548552998502247

Texto: Bianca Ribeiro e Alessandra Ribeiro

Contribuição das Mulheres e a Feijoada das Marias do Jongo

Pelo 13° Ano consecutivo a Comunidade Jongo Dito Ribeiro comemora o aniversario das Marias do Jongo, tal festividade que tem como objetivo fundamental, evidenciar a contribuição dessas Mulheres, Negras e Filhas de Dito Ribeiro, para a Salvaguarda do Jongo através dos seus saberes culinários de ensinamentos e lições de vida. Por meio delas, realçar e homenagear todas as outras mulheres que contribuem não só para a Salvaguarda do Jongo quanto para toda sociedade em geral.

O que seria do mundo sem as Mulheres?


Mulheres como Edna Lourenço e Zeila, que anualmente passam a noite preparando a deliciosa feijoada que é servida durante o evento. Mulheres como as meninas do jongo que ajudam em toda produção e organização do evento, como também no apoio do preparo destes alimentos. Mulheres amigas e parceiras que nos auxiliam na venda dos convites, já que a feijoada consiste num evento beneficiente que anualmente acolhe 400 pessoas gratuitamente em tal festividade. Mulheres fotografas e do áudio visual, que registram todos os processos, para que possamos sempre ter essa memoria. Mulheres, Mulheres, Mulheres… que inclusive, deram a vida a todos os homens, nossos parceiros e que fazem parte da nossa trajetória, historia e processo permanente pela busca de direitos e igualdade de gênero, como DJ Barata, que abrilhantou nossa festa com sua nostalgia e sons da antiguidade, Mulheres como Dona Ivani, que cedeu seu quintal na Lapa/SP para que jovens se reunissem e dessem origem ao Samba da Ivani que sacudiu o público cheio de energia boa e sorrisos para compartilhar, Mulheres como as mães do Grupo da Serrinha que colocou a juventude para pagodear e do SaciCriolo que finalizou a Feijoada das Marias do Jongo, com chave de Ouro.

Viva as Mulheres! Viva a 13° Feijoada das Marias do Jongo! Com seus símbolos, seus tambores e sua importante ação de resistência pela permanência das tradições culturais negras.

Fotos: Neander Heringer

Por Bianca Ribeiro e Alessandra Ribeiro

4º Carnaroseira

O Carnaroseira desse ano foi no dia 28/01 abrindo os festejos de carnaval da cidade de Campinas, esse evento é produzido e idealizado pela nossas queridas mais velhas jongueiras, em sua 4ª edição o Carnaroseira tem a intenção de reviver os antigos bailes de carnaval com fantasias e marchinhas saudosas.

É um evento bienal a preço popular (ajuda de custo para manutenção da limpeza da casa ) então quem perdeu esse agora só em 2019!

Nossas mais velhas Dona Maria do Jongo e Tia Verinha

Outra característica do Carnaroseira é que acontece de dia, ou seja, uma bela matinê para nossas crianças, e elas aproveitaram muito essa folia.

Nossa programação estava de primeira começamos como grupo Casa Caiada trazendo o melhor do Samba, sempre em parceria os meninos entraram no nosso carnaval.

Depois a família Urucungus Puíta e Quijengues marcaram sua presença com o tradicional Samba de Bumbo.

E la das terrras de Barão Geraldo vem O Berra Vaca com suas marchinhas, Inacio Berra Vaca e sua banda carnavalesca animaram nosso quintal e a vaca berrou muito nesse dia.

O nosso tradicional Desfile de Fantasias foi um sucesso , tinha de tudo nesse Carnaroseira Viuva , Noiva,Mulher Gato, Mulher Maravilha, Frida Khalo, Enfermeiro, Comunistas, Moana, Bruxa, Marinheiro, Sereia, Vedetes, Batman… a fantasia realmente correu solta.

Mais parceiros de Barão Geraldo os blocos Cupinzeiro e União Altaneira se apresentaram no comecinho da noite e desfilaram pelo nosso quintal com suas baterias e a força da juventude:

E para encerrar Aureluce Santos nossa querida Dama do Samba de Campinas com sua voz inconfundível.

O Carnaroseira é assim simplicidade, respeito aos mais velhos e aos mais novos, respeito a diversidade, alegria e muita folia.

Agradecemos imensamente o carinho, parceria, entrega, amizade, alegria…amor e até 2019!

(fotos: registro colaborativo Comunidade Jongo Dito Ribeiro)